[InfoGagarin] Solidariedade com a Palestina - hoje em Lisboa e amanhã no Porto

Associação Iúri Gagárin geral associacaogagarin.pt
Segunda-Feira, 14 de Maio de 2018 - 12:37:54 WEST


 *Solidariedade com a Palestina 14 de Maio 18h em Lisboa | 15 de Maio 18h
no Porto* *Basta de Crimes! Não à provocação de Trump! Liberdade para a
Palestina! Paz no Médio Oriente!* Sob o lema *"Basta de Crimes! Não à
provocação de Trump! Liberdade para a Palestina! Paz no Médio Oriente!"* o
Conselho Português para a Paz e Cooperação, em conjunto com outras
organizações, promove em Lisboa no dia 14 de Maio, pelas 18h, no Largo de
Camões em Lisboa um acto público em solidariedade com a Palestina, que
conta com o apoio de mais de 100 figuras públicas (ver lista abaixo). No
dia 15 de Maio, pelas 18h, Praça da Palestina (cruzamento Rua Fernandes
Tomás com Rua Sá de Bandeira) no Porto, ocorrerá outro acto público sob o
mesmo lema.

Os actos públicos, em solidariedade com a Palestina, foram marcados para a
data da anunciada transferência da Embaixada dos Estados Unidos da América,
para a cidade de Jerusalém, 14 de Maio, na sequência da inaceitável e
ilegal decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, e 15 de
Maio, quando se assinalam os 70 anos da "Catástrofe", data em que os
palestinos recordam o início da campanha premeditada, que acompanhou o
processo de criação de Israel em 1948, quando milícias sionistas destruíram
mais de 500 aldeias, cometeram inúmeros massacres e expulsaram das suas
casas cerca de 750.000 palestinos.

*Pela liberdade para a Palestina, pela paz no Médio Oriente! Participa!*

Pela Paz todos não somos demais!


O texto subscrito pelas organizações:
Basta de crimes! Não à provocação de Trump! Liberdade para a Palestina! Paz
no Médio Oriente!


No próximo dia 15 de Maio assinalam-se os 70 anos da Nakba – a
«catástrofe», como a designa o povo palestino. Numa campanha premeditada,
que acompanhou o processo de criação de Israel em 1948, as milícias
sionistas destruíram mais de 500 aldeias, cometeram inúmeros massacres e
expulsaram das suas casas cerca de 750.000 palestinos.

Os massacres cometidos pelas forças armadas de Israel desde o dia 30 de
Março último, Dia da Terra, para reprimir violentamente as dezenas de
milhares de palestinos que se têm manifestado pacificamente na Grande
Marcha do Retorno, matando dezenas pessoas e ferindo milhares, é prova
eloquente que, setenta anos volvidos, a Nakba não terminou.

É inaceitável e ultrajante que os Estados Unidos da América, pela voz do
seu Presidente, Donald Trump, tenham decidido reconhecer Jerusalém como
capital de Israel e transferir para aí a sua embaixada, precisamente quando
se assinalam os 70 anos dessa Catástrofe. Trata-se de uma decisão que viola
a legalidade internacional, encoraja os crimes da ocupação e colonização
dos territórios palestinos e premeia a sistemática violação por Israel,
desde há mais de sete décadas, do direito internacional e das resoluções da
ONU.

Milhões de refugiados palestinos constituem hoje a mais antiga e numerosa
população de refugiados do mundo. Vivem espalhados pelos Estados vizinhos e
pelo mundo inteiro, e também nos territórios palestinos ocupados, e
continuam a não ver reconhecido o seu direito ao regresso ou a uma justa
compensação. Israel desenvolve desde a sua criação uma política visando a
limpeza étnica da Palestina e o apagar da presença palestina em todos os
domínios da realidade social. Exemplo disso são a política de demolições e
expulsões em Jerusalém Oriental, e na Cisjordânia ocupadas, ou visando as
comunidades beduínas, bem como a incessante política de construção ilegal
de colonatos sionistas em território palestino. Há actualmente mais de
600.000 colonos israelitas a viver em colonatos na Cisjordânia e Jerusalém
Oriental ocupadas, todos eles ilegais à luz do direito internacional.

Os palestinos cidadãos de Israel, descendentes da minoria que permaneceu
após a limpeza étnica de 1948, e que constituem 20% da população, estão
hoje sujeitos a dezenas de leis discriminatórias. Israel não é «a única
democracia do Médio Oriente», como proclama, é antes um Estado de
confessional e segregacionista.

Persiste, desde 1967, a brutal ocupação militar por Israel dos territórios
palestinos da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, que o
direito internacional não reconhece e condena. Continua a construção do
ignominioso Muro do apartheid, considerado ilegal pelo Tribunal
Internacional de Justiça. O território da Cisjordânia está cada vez mais
fragmentado pelo Muro, os checkpoints, as infra-estruturas e o sistema
viário para uso exclusivo dos colonatos.

Israel sujeita os palestinos a humilhações quotidianas e a uma repressão
brutal, traduzida em mais de 850 000 presos e milhares de mortos,
nomeadamente nas repetidas agressões contra a população da Faixa de Gaza,
submetida, desde 2006, a um criminoso bloqueio e que se encontra à beira da
catástrofe humanitária.

A realidade evidente é que Israel rejeita a solução de dois Estados,
israelita e palestino, vivendo lado a lado em paz e segurança, solução
reiterada em inúmeras resoluções da ONU e que reúne consenso na comunidade
internacional. Em vez disso, Israel avança a passos largos para o
reconhecimento formal da anexação, há muito efectiva, do território
palestino ocupado da Cisjordânia, e para a consumação do seu projecto de
sempre: a ocupação de toda Palestina por um Estado sionista, do
Mediterrâneo até ao Jordão.

A aliança estratégica dos Estados Unidos com Israel traduz-se também no
corte drástico do contributo dos Estados Unidos para a UNRWA, a agência da
ONU que presta serviços indispensáveis a milhões de refugiados palestinos,
e para a Autoridade Palestina.

Israel é, ainda, um foco de guerra permanente no Médio Oriente, a mais rica
região do planeta em termos de recursos energéticos e alvo permanente da
cobiça das potências imperialistas. As últimas guerras testemunham a
ingerência israelita na guerra da Síria, e são públicas as ameaças de
ataque militar ao Irão.

No 70.º aniversário da Nakba, vamos:

- condenar a política de colonização, limpeza étnica, ocupação e repressão,
praticada por Israel contra o povo palestino desde há 70 anos;

- exigir a paz no Médio Oriente, pondo fim às catástrofes geradas pelas
guerras deste último quarto de século;

- protestar contra o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como
capital de Israel e a transferência para aí da sua embaixada;

- reclamar do Governo Português que, nos fóruns em que participa, defenda o
direito internacional e as resoluções da ONU respeitantes à Palestina e que
reconheça formalmente o Estado da Palestina com capital em Jerusalém
Oriental.

- manifestar a nossa solidariedade com a justa luta do povo palestino pelos
seus inalienáveis direitos nacionais, pela edificação do Estado da
Palestina livre, independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores
a 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e uma solução justa para a
situação dos refugiados palestinos, nos termos do direito internacional e
das resoluções pertinentes das Nações Unidas.

Organizações subscritoras:

   - A Voz do Operário
   - Associação Água Pública
   - Associação Conquistas da Revolução
   - Associação de Amizade Portugal-Cuba
   - Associação Intervenção Democrática
   - Associação Os Pioneiros de Portugal
   - Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
   - Associação Portuguesa de Deficientes
   - Associação Portuguesa de Juristas Democratas
   - Associação Projecto Ruído
   - Centro Cultura Intercidade
   - Colectivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa
   - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical
   Nacional
   - Confederação Nacional de Agricultura
   - Confederação Nacional de Jovens Agricultores e Desenvolvimento Rural
   - Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos
   - Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e
   Desporto
   - Conselho Português para a Paz e Cooperação
   - Cooperativa Cultural Popular Barreirense
   - Ecolojovem - «Os Verdes»
   - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas,
   Hotelaria e Turismo de Portugal
   - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações
   - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas,
   Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e
   Minas
   - Federação Nacional dos Professores
   - Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções
   Públicas e Sociais
   - Federação Portuguesa dos Sindicatos  da Construção, Cerâmica e Vidro
   - Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços
   - Frente Anti-Racista
   - Inter-Reformados
   - Interjovem
   - Juventude Comunista Portuguesa
   - Movimento Democrático de Mulheres
   - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
   - Sindicato de Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa geral de
   Depósitos
   - Sindicato dos Enfermeiros Portugueses
   - Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
   - Sindicato dos Professores da Região Centro
   - Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de
   Portugal
   - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de
   Portugal
   - Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa
   - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e
   Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins
   - Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário
   - União de Resistentes Antifascistas Portugueses
   - União dos Sindicatos da Madeira
   - União dos Sindicatos de Aveiro
   - União dos Sindicatos de Coimbra
   - União dos Sindicatos de Lisboa
   - União dos Sindicatos de Setúbal
   - União dos Sindicatos do Distrito de Leiria
   - União dos Sindicatos do Distrito de Santarém
   - União dos Sindicatos do Norte Alentejano
   - União Sindical de Torres Vedras,Cadaval,Lourinhã e Sobral de Monte
   Agraço
   - Universidade Popular do Porto


Esta iniciativa conta ainda com o apoio de várias figuras públicas, que
juntam a sua voz à solidariedade com a Palestina e à denúncia da provocação
da Administração norte-americana:

   - Adel Sidarus - professor universitário
   - Alain Vachier – produtor musical
   - Alex Cortez – músico e programador musical
   - Amador Clemente, bancário
   - Américo Jones – professor
   - Américo Madeira Bárbara - embaixador aposentado
   - Ana Gouveia – professora
   - Ana Lúcia Rodrigues - professora do ensino superior
   - Ana Vilela da Costa – actriz
   - André Albuquerque – actor
   - André Levy – biológo e actor
   - António Lara Cardoso – comandante da marinha
   - Arménio Carlos – secretário geral da CGTP-IN
   - Augusto Flôr – antropólogo e dirigente associativo
   - Avelino Gonçalves – sindicalista bancário
   - Bárbara Carvalho - investigadora
   - Beat Laden (Bruno Lobato) – produtor musical
   - Bruno Dias - presidente do grupo parlamentar de amizade
   Portugal-Palestina
   - Carlos Almeida - historiador, vice-presidente do MPPM
   - Carlos Seixas – director do Festival Músicas do mundo de Sines
   - Cátia Terrinca – actriz
   - Celina da Piedade – músico
   - Cláudia Dias – bailarina
   - Cláudio Torres - director do Campo Arqueológico de Mértola, Prémio
   Pessoa
   - Cristina Cruzeiro – nvestigadora, professora do ensino superior
   - Deolinda Machado – dirigente sindical e da Liga Operária Católica
   - Domingos Folque Guimarães – empresário
   - Duarte – fadista
   - Duarte Rolo – professor do ensino superior
   - Eduardo Afonso Dias - designer industrial, professor jubilado e
   doutorado Honoris Causa pela FAUL
   - Elsa Dias – bioquímica
   - Fátima Rolo Duarte – designer
   - Félix Magalhães - técnico de som/vídeo
   - Fernando Correia – professor universitário
   - Fernando José Pereira - artista plástico, professor do ensino superior
   - Filipa Malva – cenógrafa
   - Flak – músico
   - Frederico Carvalho – cientista
   - Helena Casqueiro – jurista
   - Hernâni Faustino – músico
   - Hernâni Mergulhão – professor do ensino superior
   - Igor Gandra - director do FIMP (Festival Internacional de Marionetas
   do Porto)
   - Ilda Figueiredo – presidente da direcção nacional do CPPC
   - Inês Beleza Barreiros – investigadora e guionista
   - Isaac Achega – músico
   - Isabel Allegro de Magalhães – professora do ensino superior
   - Isilda Sanches – locutora de rádio
   - João Cruz - professor do ensino superior
   - Jorge Cadima - professor universitário
   - Jorge Figueiredo - editor de resistir.info
   - Jorge Palma – músico
   - Jorge Pé-Curto - escultor
   - José António Gomes - escritor, professor do ensino superior
   - José António Silva - artista plástico
   - José Baptista Alves – coronel, presidente da Associação Conquistas da
   Revolução
   - José Goulão – jornalista
   - José Moz Carrapa – músico
   - Karas - actor e encenador
   - Luís Alfaro Cardoso – investigador
   - Luís Urbano – produtor de cinema
   - Luis Varatojo - músico
   - Madalena Santos – jurista, presidente da Associação Portuguesa de
   Juristas Democratas
   - Manuel Begonha – capitão de mar e guerra
   - Manuel Freire – cantor e compositor
   - Manuel Gantes - artista plástico, professor do ensino superior
   - Manuel Gusmão – escritor e professor do ensino superior
   - Manuel Jorge Veloso – crítico musical
   - Maria Anadon – músico
   - Maria do Céu Guerra – presidente da direcção nacional do MPPM
   - Maria Santos – bibliotecária
   - Marília Villaverde Cabral - coordenadora da URAP
   - Mário Pádua - médico
   - Marta Mateus – cineasta
   - Mitó – músico
   - Nuno Pedrosa – artista plástico e investigador
   - Nuno Pinhão – investigador
   - Nuno Ramos de Almeida – jornalista
   - Octávio Augusto Teixeira – economista
   - Paulo Mota – sociólogo
   - Pedro André Bahia – músico
   - Pedro Salvador – músico
   - Pedro Saraiva - professor catedrático
   - Pedro Saraiva – engenheiro
   - Raquel Bulha – locutora de rádio
   - Regina Marques – direcção nacional do MDM
   - Ribeiro Cardoso - jornalista
   - Rita Namorado – professora e pianista
   - Rui Albuquerque - professor do ensino superior
   - Rui Namorado Rosa – professor do ensino superior
   - Rui Portulez – locutor de rádio
   - Sandra Lourenço – investigadora
   - Sebastião Antunes – músico
   - Sérgio Dias Branco – professor universitário e investigador
   - Sérgio Machado Letria - programador cultural
   - Teresa Carvalho - artista plástica
   - Tiago Salazar – escritor
   - Tiago Santos – músico
   - Tomás Maia - artista plástico, professor do ensino superior
   - Vasco Lourenço - coronel
   - Victor Marques - engenheiro
   - Victor Silva – professor do ensino superior
   - Vítor Pinto – engenheiro electrotécnico
   - Zeferino Coelho – editor

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